Patas & Garras

Raça do mês de Julho: Afghan Hound

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Raça do mês de Julho: Afghan Hound

Mensagem por Gìíh em Dom Jul 01, 2012 10:01 pm

Afghan Hound

Aparência:
Se houvesse um concurso entre todos os cães para escolher aquele cujo estilo fosse o mais esnobe, o Afghan venceria na certa.
Tanto no físico como no jeito de ser, o Afghan mantém-se aristocrático. O verdadeiro Afghanhound é o protótipo da elegância canina. Para começar, ele tem uma pelagem incomum a uma raça de grande porte, os fios retos, lisos e sedosos vão quase ao chão.
Alguns Afghans complementam a beleza da pelagem com um toque sofisticado: o Mandarim (a barbicha), como é chamado pelos criadores. Apesar de nem todos os exemplares apresentarem-no, quando surge em um cão é bem-vindo. Outro detalhe exótico é a faixa de pêlos curtos sobre a linha da coluna, sendo esta mais escura que o resto da pelagem.
Como um bom Galgo, o físico do Afghan está entre os mais refinados da espécie. O corpo estreito e as pernas longas compõem um tipo esbelto - o dito alto e magro. A cauda é uma especificidade curiosa da raça: fina, quase sem pêlos e enrolada como um ponto de interrogação.

Além de suas características físicas, a raça dá um show pela maneira como se move. Quando anda, os passos leves e a cauda em riste são dignos de um desfile. Ao parar, sua postura é impecável. Com o pescoço ereto, o Afghan chega a olhar para os lados como se quisesse ver se notam que ele é, de fato, o rei da elegância. Não perde a classe nem ao deitar. Cruza as pernas dianteiras e repousa a cabeça sobre elas. Quando corre, o espetáculo é ainda maior, parece flutuar sobre o solo e a pelagem voa ao vento.
Além de suas características físicas, a raça dá um show pela maneira como se move. Quando anda, os passos leves e a cauda em riste são dignos de um desfile. Ao parar, sua postura é impecável. Com o pescoço ereto, o Afghan chega a olhar para os lados como se quisesse ver se notam que ele é, de fato, o rei da elegância. Não perde a classe nem ao deitar. Cruza as pernas dianteiras e repousa a cabeça sobre elas. Quando corre, o espetáculo é ainda maior, parece flutuar sobre o solo e a pelagem voa ao vento.

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Devido a sua herança das montanhas, o Afghanhound é forte e ágil, capaz de escalar rochas, andar sobre pedras e rochedos. Suas patas largas dão-lhe grande sustenção para rodopios e voltas quando perseguindo sua presa. Ele consegue esquivar-se dos cascos e dos dentes de um animal encurralado. O cão não necessita de um caçador corajoso, pois ele é capaz de manter a presa sob sua guarda até que o seu dono chegue. O Afghan adapta-se a climas frios, úmidos e com ventos.
O Afghan é verdadeiramente elegante, sua estrutura exclui traços grosseiros. Sua cabeça é longa e refinada, ligeiramente convexa ou de aparência romana. Tão alto quanto comprido, ele é o retrato da potência atlética, bem distribuída em um dorso único. Tão gracioso quando parado, o Afghan é ainda mais belo ao se movimentar, seu andar é imponente e sua movimentação é marcada pela sutileza. Seu pêlo esvoaçante suaviza sua imagem de força e transparece estilo e elegância. Handlers dessa raça trabalham com facilidade, pois esses cães se exibem por si só, em um trote gracioso e sedutor para os juízes. Em movimento, o Afghan sintetiza a fina arte, uma maravilha natural.
O filhote de Afghan, entretanto, parece que pertence a outra raça ou a alguma mistura. O focinho longo, as pernas esguias, a pelagem sedosa, a graça natural e atitude nobre não são percebidas, muito pelo contrário, o filhote tem um focinho curto e largo, uma pelagem “fofa” e uma atitude selvagem e indomável. A medida que cresce, as características inerentes ao Afghan vão se tornando aparentes e a formação do cão fica clara.


Temperamento:
No temperamento, o Afghan faz jus à fama de "distante". Mas não se deve entender que ele é um cão pouco ligado ao dono, muito pelo contrário, a raça elege o seu dono por volta dos 5 meses. Se depois desta fase for afastado dele, chega a recusar comida e pode ter alterações de comportamento.

Na verdade, a típica independência da raça pode passar uma falsa idéia de desinteresse em estar junto aos donos. O Afghan não exige muita proximidade física, não é daqueles que solicitam atenção, pulam ou festejam os donos. Quando o cão quer expressar carinho não é efusivo.
O Afghan nem sempre, ou melhor, quase nunca atende quando é chamado, apenas olha para o dono e continua fazendo o que quer, é a sua natureza auto-suficiente. Quando se tenta pegar um Afghan é comum ele obrigar a pessoa a caçá-lo durante alguns minutos.
O Afghan não se submete a ninguém. Neste ponto os criadores são categóricos: quem quer um cão que prime pela obediência não pode ter um Afghan. Embora compreenda, e muito bem, o que os donos esperam dele, o Afghanhound obedece apenas quando tem vontade.
Tendo em vista as origens do Afghan, se fosse muito obediente e submisso aos comandos humanos, não seria dotado de sua principal característica comportamental: a autosuficiência. O forte da raça é a capacidade de resolver problemas, enfrentar novas situações e agir estrategicamente diante delas. No Afeganistão, região montanhosa onde este cão desenvolveu a capacidade de caçar animais de grande porte, o Afghan tinha que ser independente. O caçador não o comandava, apenas o seguia. O cão era o senhor da situação, decidia o caminho, desviava dos desfiladeiros e outros obstáculos comuns ao terreno acidentado das montanhas. Além disso, conforme descreve a biografia, a raça chegou ao Afeganistão com povos nômades que passavam por lá a caminho da China e Índia. Nesta época, o Afghan teria desenvolvido artimanhas de sobrevivência. Aprendeu a roubar alimentos, preciosidades e até cavalos, tinha a capacidade de não ser surpreendido. Talento este que todos os exemplares, sem exceção, demonstram até hoje.
O convívio com o Afghan é sossegado, ele é um cão pacato. Apesar de grande, acostuma-se facilmente em ambientes pequenos. Dentro de casa, passa a maior parte do tempo repousando, no entanto, nem só de descanso vive o Afghan. Basta que se encontre em liberdade para mostrar o outro lado da sua personalidade: fôlego e energia de fazer inveja a um atleta. Quando solto em grandes áreas não hesita em sair em disparada. Ama correr. É uma das raças usadas em corridas caninas na Europa e EUA. Caso haja um lago por perto, prepare-se, pois adora banhar-se. Cabe ao dono gastar algumas horas para deixar a pelagem do cão em ordem.

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Cuidado:

Não é fácil manter um Afghan. Sua pelagem deve ser escovada regularmente para remover o pêlo morto e prevenir nós e emaranhados. A pelagem dos filhotes necessita de escovação à medida que cresce, por isso os filhotes devem ser acostumados à escovação no momento que entram para a família.
Entre o décimo e o décimo-oitavo mês, os filhotes de Afghan trocam sua pelagem, num processo que dura um mês ou um pouco mais. Neste período o cão deve ser diariamente examinado, pois ao cair, o pêlo morto fica agarrado ao restante da pelagem, formando pequenos emaranhados que podem se transformar em grandes nós, causando irritações na pele que irão requerer longas sessões de tratamento e, em último caso, deve ser cortado e retirado, podendo deixar buraco na pelagem.
Escovas de rasquiar são ferramentas eficientes para remover esses emaranhados do pêlo. Pentear ou escovar a pelagem de fora para dentro não é aconselhável porque pode emaranhar mais o pêlo.
Mesmo quando doente, demonstra alta capacidade de recuperação. Por ter orelhas longas é propenso à otite, a limpeza semanal dos ouvidos pode diminuir os riscos de infecção, devendo-se tomar cuidado para não machucar a parte interna do ouvido. Deve-se pedir orientação veterinária, caso não saiba fazer a limpeza.
São predispostos ao tártaro e, conseqüentemente, à gengivite (inflamação da gengiva), favorecida pela acidez da saliva. Em casos muito graves, os dentes podem cair, a inflamação se alastrar e até vir a matar o animal, devido a problemas no coração, rins ou fígado.
Como o Afghan cresce muito rápido, está sujeito ao raquitismo, causando deformações ósseas que podem dificultar sua movimentação. Em filhotes, é possível evitar ou corrigir a doença, mas nos adultos não há cura, pois os ossos já estão completamente formados. Para impedir o problema deve-se alimentá-los de forma adequada, de acordo com o peso e a idade do cão. Passeios ao sol ajudam a fixar o cálcio. O aparecimento de tumores é apontado com relativa freqüência. Anemia, vômito e sangramento contínuo são prováveis indícios de doenças. Não há constatação de doenças de origens hereditárias no Afghan criado no Brasil, normalmente são muito saudáveis. São raros os casos de displasia coxofemural e catarata. Acredita-se que os cães importados tenham vindo livres destes problemas.
Possuem a sensibilidade natural dos Galgos a pesticidas e a anestésicos. Alguns criadores temem os efeitos da anestesia em seus cães e não permitem que os mesmos sejam submetidos a raios X, acreditando assim, estarem evitando a degeneração de ossos e articulações.
O cão precisa muito de exercícios e deve andar pelo menos 1 km por dia. Embora forte, independente e inteligente, o Afghan é normalmente tímido e sensível a reprimendas agressivas, portanto deve ser treinado com carinho. Puxões de guia e comandos estridentes devem ser evitados, porém uma conduta gentil e uma disciplina firme são recomendadas. Treinamentos de obediência reforçam sua confiança e intensificam a comunicação com o dono que deve controlar seu temperamento rebelde.

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O Afghan pode ser uma companhia maravilhosa, indicada para um estilo de vida elegante. Entretanto, muitas pessoas se deixam levar pela aparência sem entender os cuidados necessários para com a pelagem, exercícios contínuos e treinamentos gentis. Segundo a Afghan Rescue Committee dos EUA é comum Afghans serem abandonados ou fugirem por se recusarem a obedecer aos donos ou ficarem com o pêlo completamente embaraçado e mal tratado. Antes de optar por um Afghanhound, deve-se considerar cuidadosamente o tempo de que dispõem para cuidar desta exótica companhia canina.
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Gìíh

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